top of page

Árvore Ancestral

2022, Pernambuco

A exposição virtual “Árvore Ancestral” da fotógrafa Luara Olívia e do fotógrafo Mateus Guedes apresenta uma série de fotos que transmitem um novo olhar sobre os Baobás de Pernambuco reverenciando essa espécie que habita o Estado há séculos e reforçando a importância do cuidado e da preservação dessas árvores, símbolo da resistência negra. 

O projeto

O Baobá, impressionante árvore nativa da África, também conhecida como Árvore da Vida, por ser capaz de sobreviver por centenas e até milhares de anos, é considerada sagrada por muitas culturas do continente, por inspirar lendas, ritos e poesias. Acredita-se que foram trazidas ao Brasil por sacerdotes africanos durante a época da escravidão e que aqui foram plantadas em locais específicos com a finalidade de cultuar as religiões de matrizes africanas, representando também a luta dos negros no país.

 

O estado de Pernambuco abriga centenas de Baobás. Só em Recife é possível encontrar mais de 150 dessas árvores, sendo a cidade fora da África com a maior concentração dessa espécie no mundo, motivo pelo qual Recife ganhou o título de “Capital dos Baobás”. Para se ter ideia, existem aqui, no estado, espécimes com mais de 300 anos de existência, como é o caso do Baobá da vila de Nossa Senhora do Ó, no município de Ipojuca.

Idealizado pelo pesquisador, diretor e ambientalista Mateus Guedes, e desenvolvido em parceria com a produtora cultural Ana Sofia, o projeto teve início em 2019 de forma independente, recebendo o primeiro incentivo em 2020, pela Lei Aldir Blanc Pernambuco, sendo responsável pelo primeiro mapeamento audiovisual dessas árvores no estado. Em 2022, com apoio do Funcultura, o projeto ganhou novo fôlego: percorreu as quatro macrorregiões de Pernambuco, registrando novos baobás, incorporando novo dados e aprimorando os métodos de captação das imagens.

Ao todo foram mapeadas 20 árvores, localizados nos municípios de Recife, Ipojuca, Ribeirão, Vicência, Limoeiro, Sanharó e Arcoverde. Cada árvore foi registrada em vídeo e estudada e inserida em seu contexto geográfico, social e cultural por uma equipe especializada, composta por nomes como Pallomma Darmnea (historiadora), Marcelo Figueiredo (arquiteto urbanista) e Gilberto Alves (botânico).

Os vídeos apresentados aqui formam uma galeria viva: além de apresentar os baobás existentes em nosso estado, são também um convite à contemplação, à escuta e ao reencontro com um tempo mais lento, profundo e conectado às raízes. Mais do que dados, eles nos oferecem narrativas. Cada baobá conta uma história — do solo que o abriga, da comunidade ao seu redor, do passado que resiste em sua casca espessa.

RAÍZES é também um convite à preservação e à responsabilidade coletiva: ao identificar, estudar e compartilhar a existência desses gigantes silenciosos, o projeto incentiva o reconhecimento dos baobás como patrimônio natural, paisagístico e cultural de Pernambuco, a fim de contribuir para o desenvolvimento de políticas de salvaguarda e de preservação ambiental.

Todas as imagens apresentadas disponibilizam audiodescrição como ferramenta de acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Seja bem-vindo. Sente-se à sombra de um baobá e escute suas raízes.

01. O Baobá da Praça da República

Audiodescrição

 Baobá da Praça da República

A baobá da Praça da República é tombada, está em frente ao Palácio do Campos das Princesas, no centro da cidade do Recife, e está cercada por grades verdes. Ela tem mais de 100 anos, raízes expostas, grossas, muito juntas, que parecem brotar da terra e se agrupam com o tronco. Ele é robusto, largo e alto e a casca é marrom com marcas acinzentadas e pretas. 

Recife/PE

Os galhos são ramificações mais finas que abrigam as folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas. O fruto da baobá é a Múcua. Ele é arredondado, tem casca marromzada quando maduro, com polpa seca e agridoce.

02.O Baobá da Faculdade de Direito

Audiodescrição

 Baobá da Faculdade de Direito

A baobá da Faculdade de Direito é tombada, está plantada no jardim da Faculdade de Direito, próximo ao Parque 13 de Maio, no centro da cidade do Recife, e é um convite para se sentar sobre a copa dessa árvore ancestral. Ela tem mais de 100 anos, o tronco não é tão grosso, assim como o tronco de uma jaqueira antiga. A copa de folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas, também abrigam alguns Múcuas, um fruto arredondado de casca amarronzada com polpa seca e agridoce. Próximo a baobá, há uma placa de tombamento com as informações: IGI OSÉ. 

Recife/PE

Embaixo o nome popular no Brasil, Baobá. O nome científico Adansonia digitata e a família botânica  Malvaceae. Árvore declarada patrimônio ambiental pelo Decreto Municipal número 20.041, de 1 de outubro de 2003. Placa descerrada em 24 de agosto de 2016, em homenagem a Irineu Renato Barbosa em memória, grande semeador de baobá, doador da muda. Árvore aqui plantada entre 1986 e 1988, na margem inferior, alguns logos, dentre eles o FPE, Proeste e PEC.

03. O Baobá da Encruzilhada

Audiodescrição

 Baobá da Encruzilhada

A baobá do Jardim Baobá é tombada e está plantada no chão de terra batida, às margens do rio Capibaribe, no Parque Baobá, no bairro das Graças, na cidade do Recife. Ela tem mais de cem anos, raízes expostas, grossas, muito juntas, que parecem brotar da terra e se agrupam com o tronco. Ela é robusta, larga e alta, e a casca é marrom com marcas acinzentadas e pretas.

Recife/PE

Os galhos são ramificações mais finas, que abrigam as folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas. O tronco pende em direção ao rio, está levemente na diagonal e repleto de marcas humanas, rabiscos, iniciais de nomes talhados no tronco que ferem a árvore ancestral. Há um prolongamento de uma raiz grossa, horizontalmente ao solo, quase como se abraçasse a terra.

04. O Baobá da Jardim do Baobá

Audiodescrição

 Baobá da Jardim Baobá

A baobá do Jardim Baobá é tombada e está plantada no chão de terra batida, às margens do rio Capibaribe, no Parque Baobá, no bairro das Graças, na cidade do Recife. Ela tem mais de cem anos, raízes expostas, grossas, muito juntas, que parecem brotar da terra e se agrupam com o tronco. Ela é robusta, larga e alta, e a casca é marrom com marcas acinzentadas e pretas.

Recife/PE

Os galhos são ramificações mais finas, que abrigam as folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas. O tronco pende em direção ao rio, está levemente na diagonal e repleto de marcas humanas, rabiscos, iniciais de nomes talhados no tronco que ferem a árvore ancestral. Há um prolongamento de uma raiz grossa, horizontalmente ao solo, quase como se abraçasse a terra.

05. O Baobá do Poço da Panela

Audiodescrição

 Baobá do Poço da Panela

A baobá do Poço da Panela é tombada e está plantada num espaço de terra restrito, em uma calçada de concreto, em frente à portaria de um edifício residencial no bairro do Poço da Panela, em Recife. Ela tem mais de 100 anos, o tronco é largo e abriga outras espécies de plantas trepadeiras, como gipóias, de folhas pequenas, arredondadas e extremidades afiladas de coverde com manchas amareladas. Na copa da árvore, de folhas verdes pequenas, alongadas e com pontas afiladas, é possível ver algumas flores em raros momentos, já que elas florescem uma vez ao ano e ficam abertas entre um e dois dias. As flores ficam voltadas para baixo, suspensas por um galho. As flores são brancas, de pétalas arredondadas e repletas de estames, como se fossem dezenas de filetes. 

Próximo à baobá do Poço da Panela, está uma placa de tombamento, com algumas partes ilegíveis, e as informações: a cidade dos baobás. 

Recife/PE

"O baobá que conhecemos no Brasil, a da Adansonia Digitala, é uma árvore muito simpática, nativa da África e da Austrália. Também conhecida como árvore da vida, chega a viver centenas de anos. Fonte de inspiração do escritor Saint-Exupéry, autor do Pequeno Príncipe, tem em Pernambuco o lugar de sua maior disseminação no território nacional, particularmente no Recife, onde é encontrada às dezenas, o que lhe confere o distintivo título de Capital Brasileira dos Baobás. Aqui na rua Marquesa Itamandaré, Poço da Panela, os privilegiados, parte ilegível, com este belíssimo exemplar.

 

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.", Antônio de Saint-Exupéry.

06. O Baobá da UFPE

Audiodescrição

 Baobá da UFPE

A baobá da Universidade Federal de Pernambuco é tombada e está próximo ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), numa área arborizada do campus da UPE. Está cercada por grades escuras e baixas. Ela tem mais de 50 anos, tronco não tão largo, semelhante ao de uma mangueira, tem casca marrom com marcas acinzentadas e pretas.

Recife/PE

A copa de folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas se confunde no alto com as de outras árvores. Próxima ao baobá, há uma placa prateada de tombamento com o título "Baobá Adasonia SP", informações ilegíveis e a logo da Prefeitura do Recife.

07.O Baobá do Bongi

Audiodescrição

 Baobá do Bongi

A baobá do Bongi tombada está no quintal de uma concessionária de veículos no bairro do Bom Jardim, na cidade do Recife. São três árvores baobás muito próximas que dão a sensação de ser uma grande árvore de tronco largo. Numa lateral, está a de tronco mais largo e na outra, a árvore de tronco mediano. Entre as duas, está a baobá com tronco mais fino. Entre elas, há um pequeno espaço. Na copa das árvores, com folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas, nos raros períodos em que há flores, pois floresce uma vez a cada ano, elas ficam voltadas para baixo, suspensas por um galho.

Recife/PE

As flores são brancas, de pétalas arredondadas e repletas de estames, como se fossem dezenas de filetes. Próximo à baobá, há uma placa prateada de tombamento com as informações: Baobab, Adansonia Digitada L.,  A árvore tombada em 29 de Março de 1988 pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, conforme legislação vigente, lei federal 4.771/ 65, Código Florestal, decreto municipal 14-288/887, Recife, 29 de março de 1988, IBDF, Prefeitura da Cidade do Recife.

08.O Baobá do Ipojuca

Audiodescrição

 Baobá da Nossa Senhora do Ó

A baobá de Nossa Senhora do Ó está numa praça asfaltada, em meio a casas e construções, na Praça do Baobá, em Nossa Senhora do Ó, na cidade de Ipojuca. Ela tem mais de 200 anos e é uma das três baobás mais antigas do estado. Tem raízes expostas, grossas, muito juntas, que parecem brotar da terra e se agrupam com o tronco.

            Ipojuca/PE

Ele é robusto, largo e alto. A casca marrom com marcas acidentadas e pretas, a copa com galhos mais finos, que abrigam folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas, é bem expansiva e se propaga sobre o telhado de uma casa da vizinhança.

09.O Baobá do Ipojuca

Audiodescrição

 Baobá do Ipojuca

A Baobá do Ipojuca fica no alto de uma serra com vista para a praia de Porto de Galinhas, litoral sul de Pernambuco,

na cidade de Pojuca. A árvore está numa área verde de vegetação rasteira com algumas árvores

Porto de Galinhas/PE

Ela tem mais de 200 anos, é baixa estatura e o tronco não é tão grosso, assim como o tronco de uma jaqueira. A copa tem galhos finos e folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas.

10.O Baobá de Carpina

Audiodescrição

 Baobá de Carpina

A baobá de Carpina está plantada na Praça das Palmeiras, no centro comercial de Carpina. Ela tem mais de 50 anos, tronco não tão grosso, de pequeno porte. A copa de galhos finos e folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas, abriga alguns múcuas. O fruto redondo de casca verde que evolui para o marrom quando está maduro.

            Carpina/PE

Na copa das árvores, nos raros períodos em que há flores, pois floresce uma vez ao ano, elas ficam voltadas para baixo, suspensas por um galho. As flores são brancas, de pétalas arredondadas e repletas de estames, como se fossem dezenas de filetes. Próxima baobá, há bancos de praça na cor branca.

11.O Baobá de Caruaru

Audiodescrição

 Baobá de Caruaru

A baobá de Caruaru está dentro da Estação Experimental do IPA, Instituto de Pesquisa de Agronomia, na cidade de Caruaru. Ela tem mais de 50 anos, tem raízes expostas, grossas, muito juntas, que parecem brotar da terra e se agrupam com o tronco. Ele é robusto, largo e baixo, e a casca é marrom com marcas acinzentadas e pretas

Caruaru/PE

A copa tem galhos mais finos que abrigam folhas verdes, pequenas, alongadas e com pontas afiladas. A baobá está numa área verde com mato e árvores no entorno. Em volta dela tem um secado baixo com tijolos aparentes.

Equipe do projeto

Idealização

Mateus Guedes e Ana Sofia (Tempoo)

Mateus Guedes

Pesquisa e Direção Geral

Produção Executiva

Ana Sofia

NAM

Coordenação de Produção

Assistência de Produção

Vítor Pessoa e Rafael Cavalcanti

Rafael Cavalcanti, Fábio André, Uenes Gomes Barbosa, Joana D’arc Ribeiro, Kleber Araújo, Draiton de Moraes 

Produção Local

Direção de Fotografia

Mateus Guedes

Mateus Guedes

Imagens Aéreas

Deriva

Som/Finalização de Som

NAM

Edição Audiovisual

Pallomma Darmnea

Historiadora

Biólogo

Gilberto Alves

Marcelo Figueiredo

Arquiteto e Urbanista

Mateus Guedes e Ana Sofia (Tempoo)

Fotografia Ações de Contrapartida

Beatriz Olivial, Charlon Cabral, Dvson Alves, Thiago Freitas, Davi Costa, Milton Dias

Educadores

Thiago Couceiro e Estúdio Meio [ ] Fio

Design

Estúdio Meio [ ] Fio e Thiago Couceiro

Webdesigner

Acessibilidade

Vouser Acessibilidade 

Assessoria de Imprensa e Mídias

Vínicius Gomes

Apoio

NAM, Associação dos Filhos e Amigos de Vicência, Galpão das Artes

Regua_2024_Funcultura-Fundarpe-Secult-Gov_POSITIVA_PB-01.png
bottom of page